Em resumo
- Em agosto, financiamentos imobiliários somaram R$16,97 bilhões, alta de 46,6% na comparação anual.
- A Abecip divulgou os números na quarta‑feira (30), que consideram empréstimos com recursos da poupança.
- De janeiro a agosto, o crédito imobiliário alcançou R$132,5 bilhões, avanço de 37,5% em relação a 12 meses atrás.
- Nos 12 meses até agosto, o volume foi R$192,4 bilhões; Abecip elevou projeção 2026 para R$185 bilhões.
O volume de financiamentos imobiliários alcançou R$ 16,97 bilhões em agosto, representando um aumento de 46,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Trata‑se do terceiro melhor desempenho para o mês de agosto em 25 anos, segundo números divulgados pela Abecip.
A entidade apresentou os dados na quarta‑feira (30). O levantamento considera empréstimos concedidos por bancos com recursos originados na caderneta de poupança e destinados à compra e à construção de moradias.
No acumulado de janeiro a agosto, o crédito imobiliário totalizou R$ 132,5 bilhões, avanço de 37,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no levantamento dos 12 meses encerrados em agosto, o montante atingiu R$ 192,4 bilhões, expansão de 20,2%.
A Abecip observa que o ritmo de concessão de empréstimos imobiliários tem evoluído acima do previsto inicialmente pela entidade. Em razão desse comportamento, a associação revisou para cima sua projeção para o volume de financiamentos com recursos da poupança em 2026, elevando a expectativa de crescimento de 15% para 18% e estimando um total de R$ 185 bilhões, ante R$ 180 bilhões anteriormente projetados.
O desempenho reforça recuperação e maior atividade no mercado de crédito habitacional, em um contexto que inclui variações nos juros e políticas monetárias. A alta na concessão pode refletir tanto condições de demanda quanto estratégias dos agentes financeiros para aproveitar o fluxo de recursos da poupança.
Com a conjuntura atual de juros e financiamento imobiliário, alternativas como o consórcio aparecem como opção para quem pretende comprar, construir ou quitar um imóvel sem entrada e sem juros por meio de carta de crédito contemplada. O consórcio é uma modalidade de crédito e poupança programada regulada pelo Banco Central, e não deve ser tratado como oferta de investimento ou garantia de retorno.
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